Qual vicia mais: cigarro, maconha ou álcool?

Se a sua resposta foi cigarro, acertou. De acordo com a publicação Cannabis Policy, 32% dos que experimentaram tabaco tornam-se dependentes, contra 15% do álcool e 9% da maconha.
A nicotina permanece em primeiro lugar na frente de heroína (23%) e cocaína (17%), em pesquisa feita entre quem fumou pelo menos uma vez na vida e tornou-se dependente.
O estudo internacional ainda sugere que os usuários típicos da maconha abandonam o uso gradativamente conforme vão envelhecendo.
Discussões sobre a legalização continuam
Cientistas a favor da legalização têm a intenção de diminuir drasticamente o tráfico e utilizam a Holanda como exemplo – 87% da maconha consumida em Amsterdã é comprada em coffee shops, sem intermédio de traficantes.
Em contrapartida, o consumo da droga no país entre jovens de 18 a 20 anos subiu de 15% para 44% em 12 anos. Esse aumento significativo é um dos principais argumentos de quem está do outro lado da discussão, sem contar os males causados pela erva.
Devido à redução de atenção e coordenação motora, a maconha duplica a chance de acidentes de trânsito. O álcool aumenta mais de dez vezes o risco.
Além disso, ansiedade e insônia são relatados como sintomas de viciados que tentam abandonar a erva. Usuários também têm mais chance de ter bronquite, câncer no pulmão e duas vezes mais chances de desenvolver doenças psíquicas como esquizofrenia e depressão.

Panorama na saúde
Embora no Brasil o uso medicinal não seja aceito, na lei dos Estados Unidos a maconha, apesar de ilegal, é permitida em 14 Estados sob receita e como analgésico.
Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Maryland, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington, além do Distrito de Columbia são os estados onde a maconha com fins medicinais é permitida.
Na Espanha, em julho deste ano, foi aprovado remédio que tem a cannabis (planta da qual se produz maconha e haxixe) como princípio ativo.
O medicamento “Sativex” é usado para o tratamento de espasmos em pacientes com esclerose múltipla, sob prescrição médica.
A ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez, explicou que o uso terapêutico da cannabis é estudado há anos, por isso existem testes clínicos de sua utilidade em determinadas doenças.
Ela descartou que o uso médico da droga se estenda para outras doenças, como câncer, e ressaltou que se trata de uma utilização muito específica para um número muito reduzido de pacientes.
Qual sua opinião a respeito da legalização? Não deixe de comentar!

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