Drogas ManoLo - Uma coisa que pode te matar ....

Faz parte da adolescência a busca por novas experiências e sensações. Aí entra também a curiosidade pelo uso das drogas, tanto as lícitas, quanto as ilegais. Você, adolescente, é importante estar informado quanto aos riscos relacionados ao consumo de álcool e outras drogas

Veja:

Álcool – Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente proíba a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica para menores de 18 anos; entre os jovens de 12 a 17 anos a taxa de dependentes de álcool é de 7%. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e financiada pelo Ministério da Saúde, mostrou que 27% dos estudantes haviam bebido no último mês.

Riscos – A bebida pode agir como estimulante em uma primeira fase e deixa a pessoa desinibida e eufórica, mas à medida que as doses aumentam, começam a surgir os efeitos depressores, que levam a diminuição da coordenação motora, dos reflexos e sono. O uso prolongado pode causar alcoolismo, cirrose e câncer no fígado. No comportamento, provoca agressividade.
É importante ressaltar que o consumo de álcool pode trazer prejuízos ao corpo do adolescente, ainda em formação. Além disto, pode aumentar a vulnerabilidade para infecções sexualmente transmissíveis, pela ausência do uso de preservativo nas relações; violência e acidentes.

Tabagismo – A produção do cigarro é um processo que leva a adição de vários produtos e processos químicos. Vários componentes do cigarro podem provocar câncer, tais como a amônia, a acetona, o monóxido de carbono. Resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE - 2009), elaborada pelo IBGE e financiada pelo Ministério da Saúde revelam que quase 76% dos estudantes brasileiros nunca experimentaram o cigarro.

Riscos – O cigarro costuma provocar doenças a longo prazo. Dentre elas estão o câncer de pulmão, de faringe, de boca, além de problemas cardíacos, circulatórios e pulmonares.
Inalantes – São produtos industriais combustíveis ou de limpeza inalados com o propósito de sentir algum barato. Em poucos segundos podem provocar euforia e fantasias, mas os efeitos desaparecem rapidamente. Geralmente é usado por adolescentes em situação de rua. Exemplos: Solventes, Gases, Éter, clorofórmio.

Riscos – Danos ao fígado, rins, perda de peso, ferimentos no nariz e boca. Em usuários crônicos pode causar danos irreversíveis ao cérebro e até morte.

Maconha –É o nome popular da planta Cannabis sativa. Esta droga, se fumada em pequenas doses pode alterar a percepção do indíviduo quanto ao gosto, tato, olfato e tempo.

Riscos do uso – prejudica a memória, diminui os reflexos, pode causar problemas no aparelho respiratório e aumenta as chances de desenvolver câncer de pulmão.

Cocaína – Substância extraída das folhas da coca que provoca nos usuários a sensação de alerta, euforia, auto-confiança; mas também pode provocar sensação de perseguição, ansiedade, isolamento, pânico e agressividade. Diminui o sono, cansaço e apetite.

Riscos do uso – Quando usada altera as batidas do coração, a pressão arterial e a temperatura. Quando injetada na veia, a overdose desta droga pode levar a morte por depressão, convulsão e falência cardíaca. O uso compartilhado de seringas pode trazer doenças como a AIDS e hepatites.

Ecstasy – Droga sintética que provoca modificação na percepção dos sons e imagens.

Riscos do uso – Aumento da temperatura corporal e desidratação, esgotamento físico e morte súbita. Uso repetido pode gerar ansiedade, medo, pânico e delírios.

Crack – É uma droga proveniente das sobras do refino da cocaína, que pode gerar dependência rapidamente. Em poucos segundos ela atinge o sistema nervoso e produz agitação e euforia. Logo mais, vem a depressão.
Conseqüências do uso: Perda de apetite, perda de peso e desnutrição, insônia, rachaduras nos lábios e gengivas, tosse e problemas respiratórios, problemas cardíacos, depressão e sentimento de perseguição.

*Em caso de dependência de qualquer uma dessas drogas:  O Sistema Único de Saúde oferece: programas de redução de danos, atenção básica, internação e consultórios de rua.

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Qual vicia mais: cigarro, maconha ou álcool?

Se a sua resposta foi cigarro, acertou. De acordo com a publicação Cannabis Policy, 32% dos que experimentaram tabaco tornam-se dependentes, contra 15% do álcool e 9% da maconha.
A nicotina permanece em primeiro lugar na frente de heroína (23%) e cocaína (17%), em pesquisa feita entre quem fumou pelo menos uma vez na vida e tornou-se dependente.
O estudo internacional ainda sugere que os usuários típicos da maconha abandonam o uso gradativamente conforme vão envelhecendo.
Discussões sobre a legalização continuam
Cientistas a favor da legalização têm a intenção de diminuir drasticamente o tráfico e utilizam a Holanda como exemplo – 87% da maconha consumida em Amsterdã é comprada em coffee shops, sem intermédio de traficantes.
Em contrapartida, o consumo da droga no país entre jovens de 18 a 20 anos subiu de 15% para 44% em 12 anos. Esse aumento significativo é um dos principais argumentos de quem está do outro lado da discussão, sem contar os males causados pela erva.
Devido à redução de atenção e coordenação motora, a maconha duplica a chance de acidentes de trânsito. O álcool aumenta mais de dez vezes o risco.
Além disso, ansiedade e insônia são relatados como sintomas de viciados que tentam abandonar a erva. Usuários também têm mais chance de ter bronquite, câncer no pulmão e duas vezes mais chances de desenvolver doenças psíquicas como esquizofrenia e depressão.

Panorama na saúde
Embora no Brasil o uso medicinal não seja aceito, na lei dos Estados Unidos a maconha, apesar de ilegal, é permitida em 14 Estados sob receita e como analgésico.
Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Maryland, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington, além do Distrito de Columbia são os estados onde a maconha com fins medicinais é permitida.
Na Espanha, em julho deste ano, foi aprovado remédio que tem a cannabis (planta da qual se produz maconha e haxixe) como princípio ativo.
O medicamento “Sativex” é usado para o tratamento de espasmos em pacientes com esclerose múltipla, sob prescrição médica.
A ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez, explicou que o uso terapêutico da cannabis é estudado há anos, por isso existem testes clínicos de sua utilidade em determinadas doenças.
Ela descartou que o uso médico da droga se estenda para outras doenças, como câncer, e ressaltou que se trata de uma utilização muito específica para um número muito reduzido de pacientes.
Qual sua opinião a respeito da legalização? Não deixe de comentar!

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